O cérebro do cérebro é a pedra que desconsidera o self, mesmo este/esta esteja lá. Mas quando isso acontece, o cérebro do cérebro deixa o movimento ser um acontecimento único. Pois, das escolhas que fiz, revelei-me, fiquei nu. Mesmo que a pedra insista em cair, e ela sempre vai cair, senti: o importante não é só o cair, é mais fundo, é o decidir pegar a pedra caída ou não. Pois se eu carrego algum peso na minha cabeça, e eu carrego sim, como fazer disso uma leveza que dê potência à criação e à ação? Isso não era para ser uma pergunta, pois não é. Uma leveza que dê potência à criação e à ação! Isso não era para ser uma exclamação. Era para ser o que, então? Não sei, sinto. Tenho me implicado nas coisas que faço e percebo outras presenças. “Homem presença, omnipresença”, disseram-me. Pois quero teimar mais na definição das coisas quando elas dizem ou não se querem ser definidas. O corpo também diz, tem dito … e, felizmente, nesse virar bicho, tenho percebido que.

 

Performance Virar Bicho em Fortaleza – dia 25 de outubro de 2010, às 16 horas, na Cidade da Criança (Parque das Crianças), na Cidade da Criança/ Parque da Liberdade (Rua Pedro I, s/n, Centro, por trás da Igreja Coração de Jesus, na Avenida Duque de Caxias), dentro da programação do II Encontro Terceira Margem / Bienal de Par em Par 2010.

Print Friendly